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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

3ª Semana de Cinema: programação definida

Está definida a programação da 3ª Semana de Cinema de UFSC, que ocorre de 9 a 14 de novembro no campus da Trindade. Uma das atrações é Jean Claude Bernardet (foto), um dos principais estudiosos do cinema no Brasil, que vem para exibição de FilmeFobia, de Kiko Goifman, vencedor do 41º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Jean Claude é ator no longa e participa de um debate após a exibição.
Cobri o Festival de Brasília em 2008 para o Diário Catarinense. O filme dividiu o público, mas a maioria ficou com as vaias. O longa mostra atores e não-atores encarando seus medos, com reações que variam da calma ao pânico. O próprio diretor, Kiko Goifman, participou das filmagens como personagem enfrentando seu medo de sangue.
Durante a 3ª Semana haverá palestras, debates e mini-cursos com cineastas, críticos, fotógrafos e roteiristas. Também faz parte da programação uma Mostra de Cinema Japonês em película (16mm) com exibição no auditório da Assembléia Legislativa de Santa Catarina, de segunda a sexta, às 20h, gratuitamente. As inscrições para os mini-cursos podem ser feitas no site do festival.

sábado, 5 de setembro de 2009

Jean Claude Bernardet vem aí

Tomara que a informação seja confirmada: Jean Claude Bernadet, um dos principais estudiosos de cinema do Brasil, participará da 3ª Semana de Cinema da UFSC, que ocorre de 9 a 14 de novembro, mas o programa ainda não está finalizado.
Jean Claude viria para a exibição de Filmefobia, de Kiko Goifman. O longa foi o grande vencedor do 41º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, realizado em novembro de 2008. Jean Claude é ator do filme, que levou cinco Candangos no festival. Eu estava lá e cobri para o Diário Catarinense.
A principal idéia do diretor da ficção, que acontece dentro do filme, é que a única imagem autêntica é a de um ser humano em contato com a sua própria fobia. Jean Claude atua no longa como o diretor de um documentário que explora os limites psicológicos, contrapondo a fobia das pessoas com situações violentas.
O filme rompe com os limites entre gêneros. Participou de festivais tanto como ficção como documentário. Para Jean Claude, Filmefobia não pertence nem ao documentário e nem à ficção e defende a idéia de "autoficção”.
Jean Claude argumenta que qualquer relato de história de vida implica moldar a vida, conforme a sintaxe, o vocabulário e as estruturas narrativas disponíveis. "Neste sentido, qualquer autobiografia totalmente verídica e sincera é pura ficção", escreve o mestre em seu blog.